Pílula Azul ou Vermelha: Quem Encapsulou a Fórmula?
Atravessei os anos 80, 90, 2000 e 2010 como quem caminha por um corredor com novos papéis de parede, mas a mesma arquitetura oculta.
A cada década, um novo nome surge, expansão de consciência, despertar, quinta dimensão, nova era, fé quântica, mas o script é o mesmo.
Um teatro bem ensaiado, com figurinos diferentes.
O palco muda de cor… mas o enredo continua imóvel.
Quando o cérebro satura de um termo, inventam outro fresquinho, embalado como se fosse a grande revelação.
Mas não é.
É só mais uma embalagem bonita para uma velha promessa que ninguém entrega.
E então… a cena clássica de The Matrix.
Pílula azul ou vermelha.
Despertar ou permanecer dormindo.
Revolucionar ou seguir no automático.
Escolha, dizem.
Mas a verdade é que a escolha já foi feita antes mesmo de eu aparecer no tabuleiro.
É como perguntar a uma criança:
“Quer tomar banho agora ou daqui a 10 minutos?”
A liberdade é um script.
O livre-arbítrio, um holograma elegante.
Enquanto a maioria discute qual pílula engolir, poucos perguntam:
Quem encapsulou a fórmula?
Quem decidiu as narrativas que vestimos como se fossem nossas?
Quantos despertares ainda vamos comprar de segunda mão?
Talvez o verdadeiro despertar não esteja em escolher a cor da pílula…
mas em cuspí-las todas.
Em levantar da mesa.
Em recusar os protocolos bem empacotados que moldam realidades como oportunidades de ouro.
Em parar de negociar com sistemas que vendem liberdade como produto de prateleira.
Porque, no fim…
quando nos oferecem uma escolha,
é sinal de que a escolha real já foi feita.
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