Cura não é milagre. É manutenção.
O corpo não quebra do nada — ele cansa de avisar
Vou falar
do jeito mais simples possível.
Sem incenso. Sem promessa milagrosa. Sem frase bonita pra enganar dor antiga.
Sabe
quando o carro começa a fazer um barulho estranho?
Não
parou.
Ainda anda.
Dá pra ir empurrando.
Aí você
aumenta o som do rádio.
Fecha o vidro.
Finge que não ouviu.
Até o dia
em que o carro para de vez no meio da estrada.
O
problema não nasceu naquele dia.
Ele só foi ignorado tempo demais.
Com o
corpo é igual.
Só que a gente chama de “doença” pra parecer algo mais elegante do que descuido
acumulado.
O corpo avisa. A gente é que se faz de surdo
Primeiro
vem um cansaço estranho.
Depois uma dorzinha que “vai e volta”.
Depois um travamento.
Depois uma crise.
E a gente
responde assim:
“Ah, deve
ser estresse.”
“É a idade.”
“Depois eu vejo isso.”
Até
virar:
“Agora é
crônico.”
“Não tem mais o que fazer.”
Tem sim.
Só que o preço ficou mais alto.
Cura negligenciada
não some.
Ela muda de forma.
Cura não é quando o problema acaba
É quando você entende o que causou
Levar o
carro no mecânico não é pra ele fazer mágica.
É pra ele te dizer a verdade:
— “Aqui
você rodou sem óleo.”
— “Aqui você forçou marcha.”
— “Aqui você ignorou o painel.”
Se você
sai de lá e continua dirigindo do mesmo jeito, não é azar quando quebra de
novo.
É insistência.
O corpo
funciona igual.
Ele não quebra do nada.
Ele desiste de avisar.
Tem coisa que não dói no começo, mas cobra depois
Decisão
mal tomada vira dor nas costas.
Palavra engolida vira nó no estômago.
Vida mal vivida vira falta de ar.
E não —
não é castigo.
É conta acumulada.
Cura não
é apagar a dor.
É aprender a dirigir diferente daqui pra frente.
“Mas eu fiz tratamento e voltou…”
Voltou
porque você tratou o efeito, não o hábito.
É como
trocar o pneu e continuar passando no mesmo buraco todo dia.
Enquanto
você não entende em que fase da vida está,
o corpo vai continuar tentando te parar na marra.
Agora vamos parar de fantasia
No fim
das contas, todo carro vai pro ferro-velho.
Todo corpo, uma hora, para.
Quem acha
que cura é virar imortal está fugindo da conversa mais importante.
A
pergunta real não é:
“Como eu faço isso nunca mais acontecer?”
É:
“O que essa fase da minha vida está me pedindo que eu mude?”
👉 "Nosso corpo não reclama a toa"
Cura, no mundo real, é isso:
✔ Entender o aviso antes da pane
✔ Fazer manutenção enquanto ainda anda
✔ Parar de chamar descuido de azar
✔ Assumir que o corpo não é descartável
✔ Aceitar que viver exige ajuste constante
Não é
bonito.
Não é místico.
Mas funciona.
E quando
funciona, a dor até pode aparecer…
mas ela para de mandar em você.
Isso, pra mim, já é cura.
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